Conscientização e quebra de preconceitos marcam palestra sobre fibromialgia na Câmara

por Marcio Camilo da Cruz publicado 26/02/2026 12h20, última modificação 27/02/2026 11h51

Conscientização e quebra de preconceitos. Esses foram os pontos chaves da palestra sobre fibromialgia, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (26/02), no plenário da Câmara de Cáceres. Promovida pela Escola do Legislativo, o encontro foi conduzido pela psicóloga Ana Paula e pela enfermeira, Geise Silva. Durante o bate-papo com o público presente, as palestrantes abordaram os principais sintomas, as formas de tratamento e a importância do acolhimento às pessoas que sofrem da doença. 

"O principal é a dor crônica por todo corpo. É algo que não é visível. Não é um processo inflamatório e sim algo neurológico. Nosso sistema nervoso central amplifica o estímulo da dor e é algo muito intenso. Enquanto nós sentimos dor, a pessoa que tem fibromialgia sente 10 vezes mais essa dor", exemplifica Geise Silva 

Ela acrescenta ainda que a doença não tem cura e que não aparece em exames. Por conta disso, o diagnóstico geralmente é feito por uma equipe multidisciplinar. A enfermeira também ressaltou que o SUS em Cáceres oferece uma equipe profissional qualificada para diagnosticar e acompanhar pessoas com fibromialgia.   

"É um processo clínico onde o médico vai avaliar os sintomas e encaminhar ao reumatologista, e ele vai encaminhar ao CER [Centro Especializado em Reabilitação]. Lá, nós temos psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, para fechar o diagnóstico e fazer um tratamento para essa pessoa", orienta. 

Palestra sobre fibromialgia (26/02/2026)_Cred_Imprensa_CMC

MITOS E VERDADES

Já a segunda parte da palestra foi conduzida pela psicóloga Ana Paula. Aos presentes, ela destacou os distúrbios que a doença pode gerar. "Ela desperta outros complicadores psicológicos: ansiedade e depressão. Também atrapalha o sono, e a gente sabe da importância do sono para a manutenção da nossa saúde mental"

Ana Paula também abordou a importância do acolhimento e dos mitos em relação à doença, que acabam gerando muitos preconceitos. 

"Falar que 'a fibromialgia só existe na cabeça da pessoa', que os portadores da doença ‘não são produtivos’… Essas coisas não são verdades. Quem tem fibromialgia pode ser produtivo, desde que seja devidamente acolhido. Desde que tenha um acompanhamento conforme suas necessidades ", afirma. 

Palestra sobre fibromialgia (26/02/2026)_Cred_Imprensa_CMC

DEPOIMENTOS

Para a servidora Ellen Aparecida dos Santos, a palestra ampliou ainda mais seus conhecimentos a respeito da doença, já que sua mãe possui fibromialgia. 

"Essa palestra foi de suma importância para entendermos melhor como lidar com a pessoa diagnosticada. Muitas vezes, pequenos gestos do dia a dia revelam o quanto a condição é séria, minha mãe, por exemplo, às vezes deixa cair um copo das mãos pela perda de sensibilidade, além das dores intensas pelo corpo. Por isso, levar informação e promover compreensão é essencial para que possamos agir com mais empatia, respeito e acolhimento", ressalta a servidora que é coordenadora pedagógica da Escola do Legislativo. 

Palestra sobre fibromialgia (26/02/2026)_Cred_Imprensa_CMC

A mãe do servidor Danilo Antoniassi também sofre de fibromialgia. Ele comentou que a trouxe para acompanhar a palestra no plenário da Câmara.  Durante o encontro, a percepção de Danilo ficou ainda mais clara quanto à importância do acolhimento. 

Ele também reforçou que as pessoas, de um modo geral, têm pouco conhecimento sobre a doença, e que nesse sentido, a palestra na Câmara foi fundamental para ajudar na conscientização, na quebra de estigmas e de preconceito em relação à fibromialgia. 

Palestra sobre fibromialgia (26/02/2026)_Cred_Imprensa_CMC