Combate ao feminicídio mobiliza autoridades e sociedade em Cáceres

por Imprensa - CMC — publicado 07/04/2026 13h10, última modificação 07/04/2026 13h10

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher realizou uma audiência pública na Câmara Municipal de Cáceres para debater a violência contra a mulher e os índices de feminicídio no município e região. O encontro reuniu autoridades, representantes das forças de segurança e membros da sociedade civil, com o objetivo de discutir medidas de prevenção, proteção e enfrentamento desse tipo de crime.

A audiência foi conduzida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que destacou a importância de compreender as causas do problema para avançar no combate à violência contra a mulher.

O parlamentar também ressaltou que, apesar dos desafios, o município apresenta avanço significativo.

Segundo ele, o objetivo da audiência é justamente buscar soluções mais eficazes.

Durante a audiência, o presidente da Câmara Municipal, Flávio Negação (MDB), destacou a importância do debate e da participação da sociedade.

“A participação de todos demonstra o quanto esse tema precisa ser debatido com responsabilidade. O feminicídio é uma dor que marca profundamente a nossa sociedade. Não podemos aceitar que a violência continue tirando vidas, afirmou.

Ele também ressaltou que a violência muitas vezes começa de forma silenciosa.

“A violência contra a mulher muitas vezes começa com palavras, com ameaças. Por isso é fundamental que a sociedade esteja atenta e que as vítimas encontrem apoio, proteção e acolhimento.”

A vereadora Elis Enfermeira (PL) reforçou a necessidade de conscientização e do empoderamento feminino.

“Muitas mulheres passam por violência e não percebem. Às vezes essa violência não é só física, às vezes essa violência é moral, ela é psicológica”, destacou.

Ela também enfatizou a importância:

“Esse papel, tem que ser diário. Encorajar as mulheres a denunciar, encorajar as mulheres”

O vereador Franco Valério destacou a necessidade de aprofundar os estudos sobre o tema.

“Nós precisamos entender esse fenômeno. Apenas endurecer a lei não resolve. É necessário um estudo antropológico e sociológico para que possamos agir com mais eficácia”, afirmou.

Já o defensor público Antônio Góes Araújo destacou a importância de uma atuação integrada.

“A proteção tem que ser integral. Se não for integral, não quebra o ciclo”, explicou

Ele também ressaltou o avanço da legislação.

“A Lei Maria da Penha foi uma das leis mais efetivas que eu vi.”

A delegada Cíntia Gomes da Rocha, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), foi destacada durante a audiência pelo trabalho desenvolvido no município, sendo reconhecida pelo acolhimento às vítimas e pela condução dos casos.

Representando as forças de segurança, o tenente-coronel Vanilson comandante do 6º Batalhão destacou os avanços no município.

Durante a audiência, também foi destacada a atuação da Patrulha Maria da Penha, que realiza acompanhamento de mulheres com medidas protetivas.

Ao longo do debate, participantes ressaltaram que o enfrentamento da violência passa pela base familiar, pela educação e pela conscientização social. Foram apresentadas sugestões como ampliação da rede de atendimento, fortalecimento das delegacias especializadas, uso de tecnologias de monitoramento, apoio psicológico gratuito e incentivo à autonomia financeira das mulheres.

Ao final, ficou evidenciado que a luta contra o feminicídio não é apenas uma pauta institucional, mas um compromisso coletivo que depende da participação ativa do poder público e da população para promover uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.

Colaborou Antônio Tiellet