Festeiros de Cáceres clamam por apoio e menos burocracia em Reunião Pública na Câmara Municipal

por Marcio Camilo da Cruz publicado 16/04/2026 13h22, última modificação 16/04/2026 13h22

A Câmara de Cáceres foi palco de uma reunião pública na noite desta quarta-feira (15/04), que reuniu festeiros, autoridades e a comunidade para debater o apoio às Irmandades e organizadores das Festas Tradicionais da cidade. A principal queixa dos festeiros foi o excesso de burocracia e a carência de apoio financeiro, fatores que ameaçam a continuidade de celebrações centenárias.

Os organizadores das festas tradicionais expressaram sua frustração com a multiplicidade de alvarás, licenças e autorizações exigidas pelo Poder Público, que tornam os eventos onerosos e desgastantes. Além disso, solicitaram maior suporte financeiro para manter as festividades vivas, já que muitas dependem de trabalho voluntário e enfrentam dificuldades para arrecadar recursos.

O jornalista e festeiro João Arruda, organizador da Festa Cultural Pau de Novateiro há 21 anos, elogiou a iniciativa da Câmara em acolher os anseios populares. Arruda destacou a importância de resgatar a tradicional Festa da Cavalhada, um evento secular que pode se tornar um forte atrativo para Cáceres, e reforçou que "a cultura não tem lado, nem posição ideológica, é a história do nosso povo".

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Festeiro tradicional João Arruda. Foto: Antonio Tiellet-Imprensa/CMC

Marta Noberta, festeira de São Gonçalo, reiterou as queixas sobre a burocracia e os custos envolvidos. Antonio do Carmo, da comunidade Nossa Senhora do Carmo do Taquaral, cuja festa tem 130 anos de tradição e atrai milhares, fez um "grito de socorro" por apoio financeiro e pediu que o IPHAN olhe para a igreja centenária de sua comunidade.

Compromisso do Legislativo

O presidente da Câmara, Flávio Negação (MDB), afirmou que a reunião foi um momento crucial de escuta para as demandas de quem voluntariamente mantém as tradições locais. Ele enfatizou que as festas representam a identidade, fé e memória do povo, e que o Legislativo buscará soluções junto a outros atores institucionais para apoiar e fomentar esses eventos, evitando que "percam suas características".

O professor Renato Fonseca, presidente da Comissão Especial de Preservação e Tombamento, destacou a necessidade de desburocratizar os recursos públicos para que cheguem de forma eficaz aos festeiros, cobrindo logística, infraestrutura e alvarás.

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Foto: Antonio Tiellet - Imprensa/CMC

As reivindicações foram cuidadosamente anotadas pelas autoridades, que agora se empenharão na formulação de ações, projetos e políticas públicas para atender às demandas apresentadas.

A reunião pública foi uma iniciativa do presidente da Câmara, vereador Flávio Negação (MDB), e do presidente da Comissão Especial de Preservação e Tombamento de Cáceres, professor Renato Fonseca. 

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